A Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas, através da Secretaria de Saúde, vem a público esclarecer sobre a dificuldade de abastecimento de medicamentos no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas – HTMF, situação que tem acontecido de forma generalizada nos hospitais públicos do país.

Uma matéria do portal Band News, publicada em 25 de abril deste ano, explicou que há três fatores principais para a falta de medicamentos em todo o país: a guerra na Ucrânia, que tem dificultado importações e causado aumento de preços; a manifestação de servidores da Receita Federal: por causa dos protestos os produtos demoram mais a serem liberados nos portos e aeroportos; e a crescente busca por medicamentos, especialmente antibióticos, devido ao aumento do número de crianças com problemas respiratórios.

Por conta disso, a situação tem exigido que procedimentos e cirurgias programadas tenham que ser adiadas. O HTMF está tomando as medidas necessárias para atender as demandas mais urgentes e fazer, dentro do possível, a contenção de danos. Dentre os itens que estão com baixo estoque em Teixeira de Freitas destacamos: Soro fisiológico, Neostigmina (cirúrgias), Bupivacaína (anestésico), Dipirona (analgésico), Cetoprofeno (antiinflamatório), Ocitocina e Constrastes para tomografias.

De acordo com o secretário de saúde de Teixeira de Freitas, Danilo Ricardo, a gestão tem buscado diferentes maneiras de adquirir os insumos necessários: “Infelizmente, muitos de nossos fornecedores têm entregado apenas uma parte pequena do material que solicitamos, devido a este quadro de falta. Estamos buscando em todo país empresas que possam fornecer a fim de que possamos seguir nosso trabalho e a equipe tem feito os ajustes necessários com os medicamentos e insumos que temos disponíveis”

Por ser uma demanda nacional, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, em maio deste ano, apresentou o problema ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS, onde um ofício foi emitido ao Ministério da Saúde e a Anvisa pedindo providências sobre a situação.

No entanto, as respostas obtidas, segundo o Conselho, foi desorganização do sistema de produção depois da pandemia, falta de insumos, falta de matéria-prima, falta de embalagens e aumento da demanda.

Conselhos de outros Estados também se posicionaram sobre a situação, pedindo providências e realizando contenção de danos de acordo com as demandas mais urgentes.

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